A dissolução do Gabinete de 5 de Maio, ou, A facção aulica
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Typ. Imparcial de Francisco de Paula Brito
Resumo
"Facção áulica" foi uma expressão, com sentido pejorativo, atribuída por Firmino Rodrigues ao grupo palaciano conservador que gravitava em torno do Imperador D. Pedro II. O folheto, escrito quando o Imperador contava 21 anos, provocou uma verdadeira comoção política. A obra pertence a um dos momentos mais interessantes da história política do Brasil.
José Honório Rodrigues, no prefácio das Atas do Conselho de Estado(1978, volume 3, páginas xii-xiii), descreve a situação política: "Entre 1842 e 1850, governam a nação nove gabinetes [...] O 6º Gabinete, chamado liberal-regressista - havia liberais progressistas e liberais regressistas, espécie viva na política brasileira até hoje [...]. A formação e atividade deste gabinete provocaram o aparecimento de um folheto anônimo crítico-político de grande repercussão, 'A Dissolução do Gabinete de 5 de maio ou a Facção Áulica', no qual se descrevem as personalidades que o constituíam. É uma crítica forte, que a tradição diz inspirada por Bernardo Pereira de Vasconcelos. Neste folheto se sustentou que a influência áulica, oculta, manejada por Aureliano de Sousa e Oliveira, mais tarde Visconde de Sepetiba, decidia a organização e dissolução dos gabinetes. [...] A facção áulica era uma patrulha ultraconservadora que provocava num conservador esclarecido como Bernardo Pereira de Vasconcelos uma repulsa inata. O panfleto político é forte e poderoso na oposição política e provocou a resposta 'A Oposição e a Coroa', que Tavares de Lyra diz atribuir-se a Sales Torres Homem."-- Atas, 1973-1978.v. 3, páginas xi-xiii.
José Honório Rodrigues, no prefácio das Atas do Conselho de Estado(1978, volume 3, páginas xii-xiii), descreve a situação política: "Entre 1842 e 1850, governam a nação nove gabinetes [...] O 6º Gabinete, chamado liberal-regressista - havia liberais progressistas e liberais regressistas, espécie viva na política brasileira até hoje [...]. A formação e atividade deste gabinete provocaram o aparecimento de um folheto anônimo crítico-político de grande repercussão, 'A Dissolução do Gabinete de 5 de maio ou a Facção Áulica', no qual se descrevem as personalidades que o constituíam. É uma crítica forte, que a tradição diz inspirada por Bernardo Pereira de Vasconcelos. Neste folheto se sustentou que a influência áulica, oculta, manejada por Aureliano de Sousa e Oliveira, mais tarde Visconde de Sepetiba, decidia a organização e dissolução dos gabinetes. [...] A facção áulica era uma patrulha ultraconservadora que provocava num conservador esclarecido como Bernardo Pereira de Vasconcelos uma repulsa inata. O panfleto político é forte e poderoso na oposição política e provocou a resposta 'A Oposição e a Coroa', que Tavares de Lyra diz atribuir-se a Sales Torres Homem."-- Atas, 1973-1978.v. 3, páginas xi-xiii.
Descrição
Palavras-chave
Brasil. Assembléa Geral. Camara dos Deputados, Brasil. Assembléa Geral. Senado, Ministro de Estado, exoneração, Brasil, 1846, Parlamentar, Brasil, Segundo Reinado (1840-1889)
